quarta-feira, 24 de março de 2010

Nas vésperas da Conferência Eleitoral, pré-candidato a governador do PSOL critica continuísmo e propaganda enganosa.

O pré-candidato do PSOL a governador da Bahia, Hamilton Assis, voltou a criticar o continuísmo de quem foi eleito numa expectativa de verdadeiras mudanças: “o governo petista de Wagner abandonou suas promessas e se satisfaz em reproduzir a modernização conservadora. Sem promover nenhuma mudança importante, orienta-se pelos interesses do capital estrangeiro, do agronegócio, das empreiteiras e da grande empresa monopolista geral”.

Ele afirmou também que “o atual governo gerencia o estado em função dos interesses do grande capital, ampliando os mais de 500 anos de saque às riquezas naturais: a água, a flora, a fauna e os solos da Bahia. Em resumo, reza por uma cartilha escrita nos 40 anos de dominação carlista e assume as referências ideológicas seculares dos dominantes”.

Hamilton disse ainda que a concentração de riquezas é brutal na Bahia: “Hoje, 12 municípios detém quase metade do PIB do estado, enquanto os demais 405 ficam com a outra metade. A polícia continua classista, racista e sexista. Os Direitos Humanos são regularmente desrespeitados, a violência explode e o governo bota a culpa de tudo no consumo do crack”.

Finalmente, Hamilton, que é professor a rede municipal de Salvador, disse que “a educação continua precarizada, as universidades estaduais abandonadas, a saúde vendida através das “parcerias público-privadas”, os servidores com baixos salários e sendo terceirizados, as estradas privatizadas, assim como a Fonte Nova e o Centro de Convenções”.

“E, enquanto se multiplicam os milhões gastos com propaganda enganosa, a Bahia continua campeã do desemprego, homofobia, analfabetismo, dengue, meningite e leptospirose. E que é palco de um genocídio cotidiano de jovens, negros, pobres, da periferia – concluiu.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Site Meter