Faxina Étnica

Hamilton Assis (PSOL) saúda Campanha Contra a Faxina Étnica


O dirigente nacional do PSOL na Bahia, Hamilton Assis, saudou hoje o lançamento do Manifesto da Campanha Contra a Faxina Étnica. Iniciada em dezembro de 2009, quando se reuniram o Círculo Palmarino, Conlutas, Intersindical, MTST, NEINB-USP − Núcleo de Apoio à Pesquisa em Estudos Interdisciplinares sobre o Negro Brasileiro, Uneafro, Mães de Maio, IBCCRIM, MNU e Periferia Invisível, o manifesto afirma que a “estruturação ideológica e econômica do capital vem formando inúmeros territórios de maioria negra nas cidades (favelas, periferias etc), que sofrem seguidas violações aos direitos humanos, criminalização da pobreza, encarceramento em massa e racismo institucional”.

De acordo com Hamilton, que é pré-candidato a governador da Bahia pela PSOL, “Isto é o que chamamos de Faxina Étnica, que se manifesta pelo encarceramento em massa do povo negro, o enorme aumento de homicídios, as remoções, despejos e precarização das condições de moradia e das relações de trabalho”.

Hamilton Assis destacou os dados demonstrados no manifesto: ”Entre 1996 e 2006 o número de homicídios ao ano aumentou de 38.888 para 46.660, um crescimento de 20%. Entre os jovens negros a taxa de homicídio é de 74,1 por 100 mil, já entre os brancos é de 41,8 por 100 mil. Em 1.990 havia 90 mil presos, em 2007 o número cresceu para 422 mil e a maioria é esmagadoramente afro-descendente. Esses números ganham cor, idade, sexo e espaço nos noticiários de nosso país a cada invasão de uma favela nas grandes cidades. Na fila de desempregados e em cada ação policial”.

Segundo Hamilton, “na Bahia, a situação é ainda mais grave e o governador bota a culpa de tudo nos usuários de crack”.
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